Inicialmente este blog foi criado para armazenar algumas dicas e links de UNIX/Linux, OpenVMS, linguagem C, Assembly, TCP/IP e nerdezas afins. No entanto devido ao autor ter abandonado o seu plano de ser um super hacker e dominar o mundo (devido esposa, família, filhos, trabalho), a partir de 2012 este blog tem um tipo de nerdeza mais light (Android, Linux, RetroPie (retrogames), produtividade, e por aí vai). Estas dicas raramente serão criações minhas.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

este blog tem uma nova casa

Estou migrando para o github. Agora este blog está em http://meleu.github.io/blog/.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

fazer o find parar depois do primeiro match

Estava fazendo um script para abrir um determinado arquivo baseado no que era encontrado através de um find. O problema é que as vezes o find encontrava mais de um arquivo que atendia o critério de busca, e eu gostaria de parar no primeiro arquivo encontrado. Uma rápida googlada e a solução apareceu...

Fazer o comando find parar após o primeiro arquivo encontrado:

find caminho/do/diretorio -name nome-do-arquivo -print -quit
Simples assim!

Aritmética de datas em shell scripts

Estava eu felizinho e tranquilo fazendo um scriptzinho aqui para me ajudar em algumas coisas do trabalho, quando esbarrei no problema da aritmética de datas.

O caso é o seguinte: tenho um arquivo (planilha excel) onde todos os dias preencho várias informações, e às 17h eu tenho que fechar este arquivo e abrir um novo que se encerrará às 17h do dia seguinte. O meu objetivo era fazer um script onde eu pudesse passar uma data na linha de comando e ele já abrisse diretamente o arquivo referente a esta data. Útil para consultar os arquivos de dias anteriores.

O problema que encontrei foi que o nome dos arquivos contem a data de fechamento daquele arquivo e a data anterior, exemplo: "Dados 01-05-2016 a 02-05-2016.xls". Isso é um problema pois não é uma matemática tão simples fazer o script saber qual é o dia anterior de uma determinada data. Alguns meses tem 28, 29, 30 ou 31 dias...

Numa rápida googlada achei uma solução simples, bonita e elegante:

date -d "2016-05-01 - 1 day"

Para obter a data no formato desejado basta usar o caractere de formatação '%', de acordo com o que é mostrado na manpage. No meu caso fica assim:

date -d "2016-05-01 - 1 day" +%d-%m-%Y

(OBS.: pelo que andei lendo esse recurso de aritmética de datas é uma feature do GNU date. Portanto funcionará em qualquer distro Linux moderna, porém não funciona no date do BSD, que é o utilizado nos SOs da Apple.)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

RetroPie 3.0: usando fba-libretro no lugar do PiFBA

OBSERVAÇÕES:
1. Esta dica só vale a pena se for no Raspberry Pi 2, pois o desempenho do fba-libretro no Raspberry Pi B+ é sofrível. Impossível de ter algum prazer jogando.
2. Eu só encontrei utilidade em trocar o PiFBA pelo fba-libretro, pois este roda Street Fighter 3. Do contrário eu permaneceria no PiFBA tranquilamente. Aliás, no meu Rasp antigo eu permaneço com o PiFBA felizão (rodando Street Fighter Alpha 3 suave, por exemplo).

De acordo com o wiki oficial do RetroPie, o PiFBA é baseado no MAME 0.114 (Abril de 2007), enquanto o fba-libretro é baseado no MAME 0.154 (Julho de 2014). E por conta disso a quantidade de ROMs suportadas é maior no fba-libretro.

Para trocar é extremamente simples. Basta editar o arquivo "/opt/retropie/configs/fba/emulators.cfg". Vamos dar uma olhada nele:

pifba="/opt/retropie/emulators/pifba/fba2x %ROM%"
default="pifba"
lr-fba="/opt/retropie/emulators/retroarch/bin/retroarch -L /opt/retropie/libretrocores/lr-fba/fb_alpha_libretro.so --config /opt/retropie/configs/fba/retroarch.cfg %ROM%"
Como você já deve ter deduzido, para trocar basta trocar o default="pifba" por default="lr-fba".

Lembrando que será necessário configurar os botões [veja o UPDATE no final do post]. Mas como estaremos no libretro, basta usar as ferramentas do retroarch (o arquivo de configuração específico do sistema fica em /opt/retropie/configs/fba/retroarch.cfg). Infelizmente a explicação de como utilizar estas ferramentas não está no escopo deste post.

Se você seguiu a minha dica do post anterior, fique tranquilo que a configuração dos botões para jogos NeoGeo vai continuar funcionando, pois o pifba continuará sendo utilizado para emular NeoGeo.

[UPDATE 10/07/2015]
Segue a configuração de botões otimizada para jogos CAPCOM (nos jogos de NeoGeo vamos continuar usando o PiFBA):
/opt/retropie/configs/fba/retroarch.cfg

#include "/opt/retropie/configs/all/retroarch.cfg"
# All settings made here will override the global settings for the current emulator core
input_remapping_directory = /opt/retropie/configs/fba/

### meleu: o botão de hotkey é o select, e isso acaba atrapalhando na hora
###        de colocar fichas. Portanto vou mudar o hotkey para L1 e sair do
###        emulador com L1+L2
input_enable_hotkey_btn = 6
input_exit_emulator_btn = 4

### configuracao dos botoes otimizada para jogos de luta CAPCOM
input_player1_b_btn = 2
input_player1_a_btn = 5
input_player1_x_btn = 7
input_player1_y_btn = 3
input_player1_l_btn = 0
input_player1_r_btn = 1

input_player2_b_btn = 2
input_player2_a_btn = 5
input_player2_x_btn = 7
input_player2_y_btn = 3
input_player2_l_btn = 0
input_player2_r_btn = 1

segunda-feira, 6 de julho de 2015

RetroPie 3.0: configuração de controles distintas para jogos de luta SNK e CAPCOM

Pra quem não sabe o que é RetroPie e nem Raspberry Pi, eu recomendo uma visita nos seguintes links:
http://blog.petrockblock.com/retropie/
https://www.raspberrypi.org/

OBSERVAÇÃO:
Como o RetroPie é um projeto relativamente novo, algumas coisas estão mudando assim que novas versões são lançadas, como por exemplo arquivos de configuração e os seus respectivos diretórios. Então é bom frisar que o esquema explicado aqui foi realizado no RetroPie 3.0 beta 4 (também testei no 2.6, mas alguns diretórios são diferentes).

PROBLEMA

No RetroPie o emulador utilizado para a maioria dos jogos de luta de arcade é FinalBurn Alpha (ou fba, ou ainda pifba, como a versão para Raspberry Pi é chamada). Só que diferentemente do MAME, o FBA não tem como configurar os controles individualmente por jogo. E aí que começa o meu problema. Pois eu costumo jogar num controle de PlayStation2, utilizando o seguinte esquema:

quadrado: soco fraco
triângulo: soco forte
xis: chute fraco
bola: chute forte
R1: soco médio [CAPCOM]
R2: chute médio [CAPCOM]

O problema é que nos games CAPCOM temos o soco/chute médio, e nos games SNK não temos. Aí a configuração que eu considero ideal para um já não fica legal no outro. Pois aqui vou descrever como contornar este problema.

SOLUÇÃO

passo 1

  • Colocar as roms dos jogos SNK no diretório "/home/pi/RetroPie/roms/neogeo". No meu caso foram as várias edições de Art of Fighting, Samurai Shodown, Metal Slug, Fatal Fury e King of Fighters. O sistema vai continuar executando o pifba para jogar estas roms, mas fazendo desta forma o emulationstation vai ficar mais organizadinho.
  • Colocar as roms CAPCOM no diretório "/home/pi/RetroPie/roms/fba". No meu caso foram os Street Fighter da vida, Marvel vs Capcom, X-Men vs Street Fighter (infelizmente não rodou Street Fighter 3).

passo 2

Criar dois arquivos de configuração distintos para SNK e CAPCOM.

Um vai se chamar "/opt/retropie/configs/fba/fba2x.cfg-neogeo":


### meleu: ARQUIVO DE CONFIGURACAO DOS BOTOES PARA JOGAR JOGOS DA SNK ###
#########################################################################
[Keyboard]
# Get codes from /usr/include/SDL/SDL_keysym.h
A_1=306
B_1=32
X_1=308
Y_1=304
L_1=122
R_1=120
START_1=13
SELECT_1=9
LEFT_1=276
RIGHT_1=275
UP_1=273
DOWN_1=274
QUIT=27
#player 2 keyboard controls, disabled by default
A_2=999
B_2=999
X_2=999
Y_2=999
L_2=999
R_2=999
START_2=999
SELECT_2=999
LEFT_2=999
RIGHT_2=999
UP_2=999
DOWN_2=999

[Joystick]
# Get codes from "jstest /dev/input/js0"
# from package "joystick"
# quadrado = soco fraco
A_1=3
# triangulo = soco forte
B_1=0
# xis = chute fraco
X_1=2
# bolinha = chute forte
Y_1=1
L_1=7
R_1=5
START_1=9
SELECT_1=8
#Joystick axis
JA_LR=0
JA_UD=1
#player 2 button configuration
A_2=3
B_2=0
X_2=2
Y_2=1
L_2=7
R_2=5
START_2=9
SELECT_2=8
#Joystick axis
JA_LR_2=0
JA_UD_2=1

[Graphics]
DisplaySmoothStretch=1
# Display Effect: 0 none, 1 scanlines
DisplayEffect=0
DisplayBorder=0
MaintainAspectRatio=1

[Sound]

### FINAL DO ARQUIVO ###


O outro arquivo vai se chamar  "/opt/retropie/configs/fba/fba2x.cfg-capcom":

### meleu: ARQUIVO DE CONFIGURACAO DOS BOTOES PARA JOGAR JOGOS DA CAPCOM ###
############################################################################
[Keyboard]
# Get codes from /usr/include/SDL/SDL_keysym.h
A_1=306
B_1=32
X_1=308
Y_1=304
L_1=122
R_1=120
START_1=13
SELECT_1=9
LEFT_1=276
RIGHT_1=275
UP_1=273
DOWN_1=274
QUIT=27
#player 2 keyboard controls, disabled by default
A_2=999
B_2=999
X_2=999
Y_2=999
L_2=999
R_2=999
START_2=999
SELECT_2=999
LEFT_2=999
RIGHT_2=999
UP_2=999
DOWN_2=999

[Joystick]
# Get codes from "jstest /dev/input/js0"
# from package "joystick"
### meleu: lembrando que eu costumo utilizar um controle de ps2
# A = soco fraco = quadrado
A_1=3
# B = soco forte = triangulo
B_1=0
# X = soco medio = R1
X_1=7

# Y = chute fraco = xis
Y_1=2
# L = chute médio = R2
L_1=5
# R = chute forte = bola
R_1=1

START_1=9
SELECT_1=8
#Joystick axis
JA_LR=0
JA_UD=1
#player 2 button configuration
A_2=3
B_2=0
X_2=7
Y_2=2
L_2=5
R_2=1
START_2=9
SELECT_2=8
#Joystick axis
JA_LR_2=0
JA_UD_2=1

[Graphics]
DisplaySmoothStretch=1
# Display Effect: 0 none, 1 scanlines
DisplayEffect=0
DisplayBorder=0
MaintainAspectRatio=1

[Sound]
### FINAL DO ARQUIVO ###

passo 3

Mudar o dono do arquivo "/opt/retropie/configs/fba/fba2x.cfg", executando o seguinte comando:

chown pi.pi /opt/retropie/configs/fba/fba2x.cfg


Isso vai permitir que possamos alterar este arquivo no esquema seguir.

passo 4

Copiar o arquivo "/etc/emulationstation/es_systems.cfg" para seu diretório pessoal, executando o seguinte comando:

cp /etc/emulationstation/es_systems.cfg ~/.emulationstation/es_systems.cfg


passo 5

O es_systems.cfg é um arquivo XML relativamente fácil de entender. Primeiro vamos procurar pela entrada referente ao neogeo. Estará algo assim:
...
  <system>
    <name>neogeo</name>
    <fullname>Neo Geo</fullname>
    <path>~/RetroPie/roms/neogeo</path>
    <extension>.zip .fba .ZIP .FBA</extension>
    <command>/opt/retropie/supplementary/runcommand/runcommand.sh 0 _SYS_ neogeo %ROM%</command>
    <platform>neogeo</platform>
    <theme>neogeo</theme>
  </system>
...

Na linha nós vamos alterar para o seguinte:

<command>(cd /opt/retropie/configs/fba/ && cat fba2x.cfg-neogeo > fba2x.cfg) && /opt/retropie/supplementary/runcommand/runcommand.sh 0 _SYS_ neogeo %ROM%</command>

Em seguida vamos fazer a mesma coisa com a entrada referente ao fba. Ela estará assim:

...
  <system>
    <name>fba</name>
    <fullname>Final Burn Alpha</fullname>
    <path>~/RetroPie/roms/fba</path>
    <extension>.fba .zip .FBA .ZIP</extension>
    <command>/opt/retropie/supplementary/runcommand/runcommand.sh 0 _SYS_ fba %ROM%</command>
    <platform>arcade</platform>
    <theme>fba</theme>
  </system>
...


Alterar a linha para o seguinte:

<command>(cd /opt/retropie/configs/fba/ && cat fba2x.cfg-capcom > fba2x.cfg) && /opt/retropie/supplementary/runcommand/runcommand.sh 0 _SYS_ fba %ROM%</command>

passo 6 [OPCIONAL]

Aproveite para eliminar do emulationstation os sistemas que você não usa (por exemplo amiga, macintosh, apple II, ScummVM, etc) basta comentar a entrada referente a estes sistemas usando <!-- e -->, como no exemplo abaixo

...
<!-- ## SISTEMAS QUE NÃO QUERO QUE APAREÇA ##
     ########################################
  <system>
    <name>amiga</name>
    <fullname>Amiga</fullname>
    <path>~/RetroPie/roms/amiga</path>
    <extension>.sh .SH</extension>
    <command>/opt/retropie/supplementary/runcommand/runcommand.sh 0 _SYS_ amiga %ROM%</command>
    <platform>amiga</platform>
    <theme>amiga</theme>
  </system>
-->
...

finalizando

Reiniciar o emulationstation e pronto!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Configurando alguns atalhos no MATE para quem está acostumado com Windows

Recentemente consegui "converter" mais um amigo para o Linux. Instalei para ele o Linux Mint 17.1 MATE Edition. E como ele já estava acostumado com algumas teclas de atalho que já são consagradas do mundo Windows mas que não são padrão no MATE, tive que auxiliá-lo nesse processo.

Acabei descobrindo um ponto fraco do MATE: quando a tecla Windows está configurada para mostrar o mintMenu, outros atalhos que utilizem a tecla Windows não funcionarão corretamente. Para contornar a situação o que eu fiz foi definir a tecla de exibição do mintMenu como Alt+Win (duas teclas vizinhas, bem tranquilo. Não é o ideal, mas foi a melhor solução que encontrei). Depois disso consegui configurar os outros atalhos de boa. Vamos ao passo a passo

- Clicar com o botão direito no ícone do mintMenu e escolher "Preferências". Isso vai abrir a janela "Preferências do Menu". Na parte "Atalho do teclado", clique e defina o novo atalho para Alt+Win. Ele vai escrever "Super_L". Faça o teste para ver se deu certo. ;-)

OBSERVAÇÃO: Por uma questão de padronização, vamos chamar a tecla Windows do teclado de Mod4, que é como o MATE se refere a esta tecla no aplicativo de configuração de teclas de atalho.

Agora clique no Menu -> Central de Controle. Vai abrir a janela da Central de Controle, procure por "Atalhos de teclado" e abra-o.

- na parte de 'Desktop', clique na linha do 'Bloquear tela' e defina o atalho 'Mod4+L'.

- na linha 'Pasta pessoal' defina o atalho como 'Mod4+E'.

- agora na parte de 'Área de trabalho' você vai na linha 'Mostrar a caixa de diálogo "Executar aplicativo" do painel' e defina como 'Mod+R'. [OBSERVAÇÃO: o atalho Alt+F2, que vem como padrão para abrir um pop-up para executar programas, também é bastante consagrado no mundo Linux.]

- na parte de 'Gerenciador de janelas', vá na linha 'Ocultar todas as janelas normais e focar a área de trabalho' e defina o atalho como 'Mod4+D'.


Acho que é isso. Se alguém tem mais algum atalho que acha que mereça atenção, compartilhe nos comentários.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Porque escolhi o Linux Mint Debian Edition 2 MATE

Faço aqui um breve relato de como cheguei ao LMDE2 e das motivações que me fizeram escolhê-lo como minha distribuição "de trabalho" em um computador modesto que tenho aqui. Reforço que em computadores de amigos que eu esteja "convertendo" para o Linux, eu continuo usando as versões Linux Mint baseadas no Ubuntu, conforme disse nesse post: <http://mdicas.blogspot.com.br/2015/06/linux-mint-solucao-ideal-para-quem-esta.html>.

Eu tenho um notebook HP Pavilion dv2-1110br (alguns chamariam de subnotebook outros de supernetbook), ele vem com um processador AMD Athlon Neo MV-40 (64bits), e tem 2GB de RAM. Não é um computador possante, mas eu gosto muito dele devido ao seu tamanho portátil (tela de 12 polegadas) sem ser tão pequeno quanto um netbook. É leve e cabe em qualquer mochila tranquilamente. Devido à mencionada configuração um pouco modesta, eu fico querendo encontrar uma distribuição que o deixe com um desempenho bacana. Então agora vou contar um pouco sobre essa minha busca. ;)

Quando comecei esta busca, eu usei o crunchbang! (baseado no Debian). Até que estava curtindo, mas a distribuição foi descontinuada recentemente...

Usei o Linux Mint XFCE Edition (baseado no Ubuntu) por um bom tempo. O XFCE tem a fama de ser leve, e o sistema rodava até bem. Mas engasgava muito quando eu tentava ver um vídeo 720p no vlc, ver vídeos no youtube era sofrível. Mas fora esses entretenimentos com vídeo, no geral o sistema rodava bem. Mesmo assim continuei minha busca...

Fui pro Archlinux. Gostei muito da filosofia Arch. Vi até uma piadinha por aí, dizendo que o Arch Linux é a distribuição para quem gosta de passar mais tempo configurando seu sistema do que efetivamente utilizando o sistema. Tive que concordar... :D Particionei o HD e deixei o Arch ali, pra eu ficar brincando nele. Mas continuei na busca de uma distribuição mais completinha, onde eu não precise configurar todo e qualquer detalhe do sistema antes de conseguir ir logo pagar minhas contas no site do meu banco, por exemplo.

Ouvi falar do Manjaro, que é uma distribuição baseada no Arch Linux e tem duas versões: Openbox e XFCE. UAU! Tudo que eu curto: Arch Linux, XFCE e Openbox (que comecei a curtir devido ao crunchbang!). Porém foi uma tremenda desilusão! Tanto a versão XFCE como a Openbox tinham um desempenho sofrível na minha máquina.

Testei também o Zorin OS 9 Lite e gostei muito do desempenho. Mas como este sistema só existe na versão 32bits e o meu processador é de 64bits, eu fico com aquela sensação de estar sub-aproveitando meu hardware... Mas reafirmo: o desempenho do Zorin OS 9 Lite é muito bom em máquinas antigas. Tanto é que o instalei num outro notebook que tenho há mais de 10 anos (processador 64 bits) e estou feliz com ele lá (até falei disso em neste post: <http://mdicas.blogspot.com.br/2015/06/dando-uma-nova-vida-para-aquele-seu.html>).

Testei também o Linux Mint MATE Edition. Fiquei surpreso com a responsividade do sistema. Também curti bastante o fato dele ser sem muita firula, leve, e muito bem integrado. Para minha surpresa o desempenho ficou um pouco melhor que o Linux Mint XFCE Edition! Em termos de consumo de memória, os dois são bem parecidos, mas eu tive uma percepção de que a responsividade do MATE era melhor. Com um aperto no coração, tive que abandonar o XFCE, parceiro de longas datas (since 1999), e abraçar o MATE como meu novo ambiente desktop queridinho.

E então recentemente o pessoal do Linux Mint anuncia que a sua versão baseada no Debian vai migrar para a versão stable (e não mais testing). Também li no próprio blog do pessoal do Linux Mint que o LMDE2 seria um pouco mais limpinho e leve do que as versões baseadas em Ubuntu. OPA! Despertou meu interesse. Instalei a versão MATE do LMDE2 aqui e fiquei feliz com o resultado. E esta é a minha distribuição "de trabalho" neste computador. Uma desvantagem que eu tenho que mencionar a respeito da LMDE2 é que como é baseada no Debian, não é possível utilizar os repositórios PPA, que são comuns no Ubuntu e possuem muitos softwares bacanas. Mas para quem está acostumado a resolver as coisas da maneira Debian, eu indico fortemente o LMDE2!

Ah! Eu não parei por aqui! :D Como eu já disse, o HD está particionado e de vez em quando eu vou testando outras distribuições para ver se acho alguma ainda mais leve. Pois eu vi um review do Antergos, que é baseado no Arch Linux, e vi que ele tem uma opção de instalar só o Openbox. Fui testar e fiquei decepcionado. Como que uma distribuição somente com o Openbox pode ter um desempenho tão sofrível? Assistir um vídeo no youtube era impraticável! Desisti.

Fui tentar lubuntu também. Não curti o desempenho e nem a configuração pós-instalação. Percebi que ia ter que ficar mechendo em um monte de coisinha para deixar do meu jeito, e como já não estava satisfeito com o desempenho, desisti.

Você pode estar com aquela vontade de dizer: peraí!!! Você quer dizer que o LMDE2 MATE tem um desempenho melhor que o lubuntu?!?! Minha resposta: na minha máquina e com a minha percepção, sim! Não fiz nenhum benchmark para afirmar isso com uma precisão técnica. Mas no que cabe à percepção do usuário, a minha resposta é sim. Lembre-se, o lubuntu é baseado no Ubuntu, e o LMDE é baseado no Debian. Este melhor desempenho percebido pode ser derivado deste fato. Me parece que o Debian é mais "enxuto" que o Ubuntu.


Agora eu já encerrei minha busca: o meu HP Pavilion dv2-1110br fechou no LMDE2 MATE como distribuição "de trabalho" numa partição; e em outra partição voltei com o Arch Linux para as nerdezas (a propósito, no Arch eu fico nerdeando muito em modo texto, mas quando preciso do ambiente gráfico eu continuo usando o XFCE :D ).


Termino aqui com uma promessa de que em breve postarei aqui algumas personalizações interessantes para o ambiente desktop MATE.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

deixando seu LXDE com visual mais bacana

Como eu disse num post anterior, fiquei empolgado com desempenho do Zorin OS 9 Lite numa máquina velha que tenho aqui. No entanto eu não curti o visual padrão do sistema e fiz algumas personalizações no LXDE.

Vou mostrar aqui como deixar seu LXDE com um visual bem bacana (na minha opinião) utilizando o plank (aplicativo leve de dock), o compton (compositor de janelas bem leve) e os temas/ícones Numix. Você pode usar os passos descritos aqui para embelezar qualquer distribuição baseada em ubuntu que utilize o LXDE (por exemplo, lubuntu, LXLE, etc).
[NOTA 1: Infelizmente o plank (aplicativo de dock) ainda não está presente nos repositórios do Debian, e como vamos instalar a partir de um repositório PPA, por isso que eu digo que tem que ser uma distribuição baseada no Ubuntu]
[NOTA 2: O plank está presente nos repositórios oficiais do Arch Linux; já o compton e os temas/ícones numix estão presentes no AUR. Então se você é usuário do Arch Linux, certamente saberá adaptar os comandos de instalação de pacotes descritos aqui, para instalar estes mesmos pacotes no seu Arch (usuários de Arch sao zika! :D ). ]

Eis um screenshot de como ficou o desktop do meu bom e velho HP Pavilion ZE2220 que eu comprei la em 2004:



Vamos começar! Aqui estou levando em consideração que você sabe se virar minimamente no terminal, ao menos para instalar pacotes utilizando apt-get.


1. O plank é um aplicativo de dock que já vem instalado no Zorin OS 9 Lite. Mas se você está usando outro sistema é só adicionar o ppa do plank e instalar (eu segui as instruções encontradas em http://wiki.go-docky.com/index.php?title=Plank:Installing):
sudo add-apt-repository ppa:ricotz/docky
sudo apt-get update
sudo apt-get install plank


2. Instalar o compton (compositor de janelas bem leve)
sudo apt-get install compton


3. Instalar temas/ícones numix:
sudo add-apt-repository ppa:numix/ppa
sudo apt-get update
sudo apt-get install numix-gtk-theme numix-icon-theme-circle


4. Executar o lxappearance
- na aba "Widget", escolher "Numix"
- na aba "Tema de ícones", escolher "Numix Circle"
- na aba "Borda da janela", escolher "Numix"


5. Na barrinha inferior, que se chama lxpanel, clicar com botão direito do mouse e escolher "Configurações do painel"

- Na aba "Geometria", na parte de  "Posição", marcar "Superior"

- Na aba "Aparência", na parte de "Fonte", desmarcar a opção "Cor personalizada" (caso contrário o relógio vai ficar difícil de enxergar com fonte preta num fundo bem escuro)

- Na aba "Miniaplicativos do Painel", nós vamos remover os ícones de atalho para programas, mover o visualizador de área de trabalho para a direita, remover alguns espaçadores que ficam sobrando, e expandir o espaçador que permanecerá. Para resumir todos estes passos, prefiro mostrar como vai ficar a janela de configuração após realizadas estas alterações:



6. Alterar o ícone do "Menu iniciar" (jargão windows) para um que seja mais consistente com o tema. Clicar com botão direito do mouse no ícone do menu e clicar em 'Configurações de "Menu"'. A única opção de configuração é exatamente o arquivo que será usado como ícone. Se você instalou o pacote numix-icon-theme-circle direitinho, então basta colocar isso aqui:
/usr/share/icons/Numix-Circle/48x48/apps/distributor-logo-lubuntu.svg


7. Executar o plank e o compton automaticamente.
O plank já é bonitinho, com os ícones do numix fica ainda mais, e com um compositor de janelas para dar uns efeitinhos, dá mais um up no visu! :) [ATENÇÃO: estou falando de efeitinhos e beleza, sem esquecer da leveza! O plank e o compton (que será o compositor de janelas) são bem levinhos!]

- Clicar no "Menu" -> "Preferências" -> "Aplicações pré-definidas de LxSession". Na sessão "Autostart" tem um campo chamado "Manual autostarted applications", que serve para adicionar aplicações que deseja que sejam iniciadas assim que se logar no LXDE.
  - Digite plank e clique no botão Adicionar
  - Digite "compton -CG" (sem as aspas) e clique no botão Adicionar


8. Agora para criar um atalho para os seus aplicativos no plank, você deve executar o aplicativo e com isso o ícone dele vai aparecer no plank. Clique com o botão direito no ícone e clique em "Manter no dock". Pode ser que na primeira execução o plank traga atalhos que você não tem interesse em manter. Para retirá-los basta clicar com o botão direito do mouse no ícone e desmarcar a opção "Manter no dock".


9. Escolher um tema bacana para o seu plank.
Clique com o botão direito naquela âncora que aparece no plank, e escolha "Preferências". Agora é só escolher um tema do seu agrado (eu curti o tema Default, que é a que usei no screenshot que mostrei lá no início). E fim.

Vejam um screenshot com o htop rodando para mostrar o consumo de memória:


Nada mal para um notebook que tem mais de 10 anos e apenas um 1GB de RAM, não acham?

Dando uma nova vida para aquele seu computador antigo

Fui na pilha deste review <http://mylinuxexplore.blogspot.com.br/2014/04/zorin-os-8-lite-review-super-efficient.html> e deste aqui <http://mylinuxexplore.blogspot.com.br/2014/10/zorin-os-9-lite-review-one-of-best-lxde.html> e instalei o Zorin OS 9 Lite num computador velhaco que tenho aqui.

O computador é um HP Pavilion ZE (processador de 1,4 GHz Intel Celeron M 360, 32 bits, RAM de 1GB), que eu comprei lá em 2004 (uau! mais de 10 anos!). E o Zorin OS 9 Lite deu uma nova vida para esta maquininha!

Se você já é do ramo de distribuições leves para computadores antigos, já deve ter usado ou no mínimo ouviu falar do lubuntu. O Zorin OS Lite é baseado no lubuntu, e portanto também usa o LXDE como Desktop.

Gostaria de deixar claro que eu já testei muitas destas distribuições que são consideradas para computadores antigos (lubuntu, LXLE, crunchbang!, antiX, dentre outras). E afirmo enfaticamente que o Zorin OS 9 Lite foi o melhor que encontrei. Tanto no quesito desempenho, como reconhecimento de hardware. Uma distribuição que ficaria em segundo lugar seria o lubuntu, mas vou elencar aqui apenas três pontos que o Zorin Lite ganha do lubuntu:

1. o lubuntu não detectou minha placa de wifi; o Zorin, sim. Claro que isso é facilmente resolvido (b43-fwcutter), mas se o seu hardware já é detectado logo de cara, melhor, né?

2. o lubuntu não vem com recurso de hibernar; o Zorin, sim. Mais uma coisa que é relativamente fácil de resolver, mas o Zorin Lite já vem com isso resolvido.

3. o lubuntu não reconheceu minhas teclas de regulagem de brilho da tela; o Zorin, sim. E isso é importante para economizar bateria.


A única coisa que fiquei triste com o Zorin OS 9 Lite é ele não ter versão 64 bits para eu instalar num outro notebook modesto que tenho aqui. Outra coisa é o visual do tema padrão, que eu achei muito feinho. Mas evidentemente, isso é moleza de personalizar. Aliás, já estou preparando um post sobre personalização do LXDE, para deixá-lo mais bonitinho. ;)

Então concluindo: se você tem um computador antigo com processador de 32 bits, instale o Zorin OS 9 Lite que com certeza vai dar uma revitalizada na sua máquina! ;-)

Para baixar, vá em http://zorin-os.com/free.html e escolha a versao Zorin OS 9 Lite.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Linux Mint - solução ideal para quem está migrando do mundo Windows

Mó tempão sem postar aqui, mas não tou parado de nerdeza. :D

Devido ao grande número de pessoas insatisfeitas com o Windows 8, ou até mesmo com o desempenho ruim do Windows 7 em máquinas mais modestas, eu resolvi encarar a missão de "converter" as pessoas para o Linux. E para isso andei pesquisando sobre distribuições amigáveis para usuários acostumados com o mundo Windows. E encontrei a minha favorita para esta missão: Linux Mint.

Quando conheci o Linux Mint fiquei surpreso e empolgado. Agora sim posso convencer amigos e conhecidos a migrarem do Windows para o Linux sem tanto estranhamento.

Uma das coisas que mais me deixou impressionado é que você acabou de instalar o sistema, já dá pra visitar qualquer site com flash, super de boa. Vai acessar o banco e precisa de java? Na hora! Sem precisar instalar nenhum software a mais! Achei isso uma vantagem muito grande para aqueles não tem conhecimento suficiente para ficar instalando mais coisas para tornar o sistema utilizável.

Mas antes de sair convertendo as pessoas eu costumo fazer uma rápida entrevista que consiste na seguinte pergunta:

1. Você é um gamer e/ou um power-user de AutoCAD, softwares de edição de vídeo (Windows Movie Maker, Sony Vegas, Adobe Premiere, etc.), suíte do MS Office?

Se a pessoa responde sim. Eu não vou ficar pentelhando ela pra largar o Windows e migrar para o Linux. Sim, existem muitas alternativas para estes programas no Linux, e existem até maneiras de fazer rodar estes mesmos programas no Linux (usando Wine ou até mesmo máquinas virtuais). Só que eu não tenho como ficar dando este suporte. Se a pessoa está super interessada na migração, é claro que eu vou encorajar. Mas vai ter que dar umas pesquisadas. E se for uma pessoa que não está tão disposta a encarar essa mudança, eu não vou insistir (pra depois não ficar como culpado pela frustração da pessoa).

Agora é o seguinte, se você é usuário doméstico comum, que usa o computador pra dar uma navegadinha básica, redes sociais, bate papo, email (digam a verdade, tem um monte de tiazinha por aí que só faz isso no computador),  internet banking, ler pdfs, documentos texto e planilhas, etc. Se este é o seu caso, você deve migrar para Linux Mint sem pestanejar!!! Você vai ter um sistema que já tem flash e java instalado por padrão, Firefox, suíte de aplicativos de escritório LibreOffice, e muito mais softwares. As atualizações são feitas periodicamente, sem complicações. Você ficará mais seguro, sem se preocupar com pragas de vírus (e outra praga que é o anti-vírus). Enfim, recomendo enfáticamente sem nenhum receio que você vá se arrepender!

E aí você pensa: "legal! vou experimentar essa parada!". E quando chega no site www.linuxmint.com, se depara com o primeiro percalço: qual edição escolher?! O Linux Mint tem a versão Cinnamon, MATE, KDE e XFCE. Todas elas baseadas no ubuntu. E ainda tem uma tal de LMDE, baseada no Debian. É tanta opção que o pessoal pira!

Minha opinião rápida e rasteira a respeito de cada versão:

Cinnamon
É bem bonitinha. É o carro-chefe do Linux Mint. Eu indico para computadores com 4GB ou mais de RAM (roda com menos de 4GB de RAM, mas eu gosto de fluidez).

MATE
Desempenho totoso! Minha versão favorita. Achei o MATE um ambiente leve, responsivo e bem integrado. Indico para quem prefere desempenho a firulas gráficas. Costumo indicar também para quem tem entre 2 e 4 GB de RAM, mas se você tem mais de 4GB e prefere desempenho, deveria experimentar também! ;)
(prometo fazer um post falando mais um pouquinho do MATE em breve)

KDE
Não curto KDE. Nem experimentei esta versão do Linux Mint e portanto não posso opinar. Mas já adianto que vai ser necessária uma máquina possante.

XFCE
Ah, o saudoso XFCE... Sempre fui fã, desde os primórdios, quando eu usava o Slackware. É um desktop famoso por ser leve, e eu sempre fui fiel a ele por este motivo. Até que um dia eu conheci o MATE. Foi com um certo pesar, com o coração partido, que tive que abandonar o XFCE. Achei o MATE um pouco mais responsivo e muito bem integrado. Farewell my friend. :(

LMDE
O Linux Mint Debian Edition (atualmente na versão 2, Betsy), como o próprio nome diz, é baseada no Debian (antigamente era o Debian testing, mas na versão 2 eles optaram por mudar para a versão stable, atualmente Debian 8, codenome Jessie). Também tem nas versões Cinnamon e MATE. Eu instalei a versão MATE no meu HP Pavilion dv2-1110 (processador AMD Athlon MV-40, RAM de 2GB) e notei que está rodando mais leve e responsivo que o Linux Mint MATE baseado no Ubuntu nesta mesma máquina. E por isso deixei LMDE 2 MATE como minha distribuição "de trabalho", neste computador. Desvantagem do Debian: não dá pra usar os PPAs do Ubuntu para instalar softwares.
Não recomendo LMDE para usuários que não curtem muito se envolver na manutenção do sistema.


Conclusão:

- Gosta de um visual mais bonitinho e tem uma máquina possante, use o Linux Mint Cinnamon.

- Gosta mais de desempenho ou tem uma máquina mais humilde (RAM entre 2 e 4 GB), use o Linux Mint MATE.

- Gosta de desempenho e sabe se virar (ou quer aprender a se virar) da maneira Debian, use o LMDE 2 MATE.

- Tem menos de 2 GB de RAM e processador 32 bits, eu indico o Zorin OS Lite ou o lubuntu (e não o Linux Mint). Mas isso é tema para um outro post.

Você pode até ver no site oficial do Linux Mint ou em outros lugares que estes sistemas rodam com uma menor quantidade de RAM. Gostaria de deixar claro que estou me referindo aqui a um sistema em que você utilize de boa e não fique irritado com o desempenho. ;)

domingo, 17 de agosto de 2014

blogando com googlecl

Esta postagem na verdade é um arquivo texto chamado "arquivo.txt".

O conteúdo deste arquivo veio parar neste blog com o uso de uma pequena maravilha de software chamada googlecl. O comando utilizado foi:

google blogger post --title 'blogando com googlecl' --tags teste arquivo.txt


Se eu quizesse salvar este post como rascunho antes de publicá-lo era só usar o parâmetro --draft, só que depois eu teria que entrar no blogger via browser para poder publicá-lo.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Arch Linux na minha maquina velhinha - alguns programas para console

Parte 1- instalação do Arch Linux: http://mdicas.blogspot.com.br/2014/06/instalacao-basica-do-arch-linux.html

Parte 2 - configurando wifi:
http://mdicas.blogspot.com.br/2014/07/arch-linux-na-minha-maquina-velhinha.html

Lembrando: Este post trata de uma instalação Arch Linux em laptop HP Pavilion ZE 2220br.

Instalando mais alguns pacotes

Nesse ponto temos um sistema superbásico. Praticamente a única coisa que ele faz é conectar-se a rede. Só pra relembrar, o que instalamos nele até agora foram os seguintes pacotes (e obviamente as dependências que vieram de carona):

base
grub
os-prober (detecta se existem outros sistemas na hora de atualizar o grub)
wireless_tools
dialog (necessário para executar o wifi-menu)
net-tools
netctl
dhcpcd
wget
openssh
b43-fwcutter
rfkill

Antes de prosseguir com a missão de deixar o meu Arch com cara de "crunchbang!", resolvi brincar um pouco de "old is cool" e instalar alguns programas CLI (Command Line Interface) para relembrar os velhos tempos de Slackware. :-)

Eis alguns pacotes que instalei:

vim (tenho uma espécie de dependência química com este editor)
gpm (permite usar o mouse para copiar/colar no modo-texto)
xf86-input-synaptics (necessário para usar o touchpad, mesmo no modo texto)
lynx
nmap
openbsd-netcat
screen tmux (usado para "janelizar" o modo texto)
htop (espécie de gerenciador de tarefas, muito útil)
irssi weechat (cliente de IRC)

Vamos adicionando outros de acordo com a demanda. ;-)

Adicionando um usuário

Fonte: https://wiki.archlinux.org/index.php/Users_and_groups#User_management

Agora vamos adicionar um usuário (em seguida uma breve explicação de cada parâmetro (dúvidas devem ser tiradas na manpage de useradd):

# useradd -m -G wheel -s /bin/bash usuario

-m : cria o diretório /home/usuario e define-o como diretório home do usuario

-G wheel : define que o usuario tambem vai fazer parte do grupo wheel, que é um grupo usado para tarefas administrativas (sudo).

-s /bin/bash : define qual será o shell padrão do usuario

usuario : nome do usuário

Agora vamos dar ao novo usuário permissão para executar comandos com o sudo.

- Instalar o pacote sudo:

# pacman -S sudo

- Depois executamos o comando visudo:

# visudo

- Retiramos o comentário da seguinte linha:

%wheel ALL=(ALL) ALL

Pronto! Chega de usar a conta root pra tudo!!!

Configurando gpm

Fonte: https://wiki.archlinux.org/index.php/Console_Mouse_Support

O gpm é um programinha simples e bacana. Ele simplesmente permite que você utilize o mouse no console para selecionar, copiar e colar texto. Conheci lá nos idos de 1999 e até hoje sou fã! :D

- Instalar o pacote gpm, se for usar touchpad do laptop instalar também xf86-input-synaptics

# pacman -S gpm xf86-input-synaptics

- Depois basta chamar o gpm assim:

# gpm -m /dev/input/mice -t imps2

- Se ficar satisfeito com o resultado, basta criar o arquivo /etc/conf.d/gpm (tive que criar o diretório conf.d, pois ele não existia) com o seguinte conteúdo:

GPM_ARGS="-m /dev/input/mice -m imps2"

- Após isso é possível chamar o gpm usando o systemctl:

# systemctl start gpm.service

- E se ficar satisfeito com o resultado e quiser que o gpm seja iniciado no boot, basta executar:

# systemctl enable gpm.service

Janelizando o modo texto

[OBS.: aqui falo do screen, mas recentemente estou preferindo usar o tmux]
Fontes:
http://aurelio.net/doc/coluna/coluna-07.html
http://aurelio.net/doc/coluna/coluna-08.html
http://mdicas.blogspot.com.br/2008/05/lembretes-para-usar-o-screen.html

O screen é outro programinha CLI (Command Line Interface) que quando eu descobri gostei pacas. O texto dos dois links para o site do aurélio foram um marco na minha vida de nerdzão do modo texto. Recomendo a leitura.

Não há configuração alguma a ser feita para a utilização mais básica do screen (criar novas janelas e alternar entre elas).


Configurando o som

Fonte:  http://lifehacker.com/5680453/build-a-killer-customized-arch-linux-installation-and-learn-all-about-linux-in-the-process

- Instalar pacote:

# pacman -S alsa-utils

- Executar alsamixer, tirar os canais do mute e aumentar volume:

# alsamixer


- Testar som com:

# speaker-test -c 2

OBS.: com este teste observei que a caixinha de som da direita do laptop está com defeito. :(



Vou parando por aqui. No próximo post a gente configura o ambiente gráfico.

domingo, 20 de julho de 2014

Arch Linux na minha maquina velhinha - configurando wifi

Eu tenho um computador meio velhinho aqui e ao invés de jogá-lo fora eu quero ver o que ele pode fazer com Arch Linux instalado. A ideia inicial é tentar deixá-lo com a cara minimalista da distribuição "crunchbang!", mas durante o percurso a gente vai descobrindo tanta coisa que esse objetivo pode ir se desvirtuando... :-)

O computador é um HP Pavilion ZE 2220br. Eis as duas características mais importantes:
Processador: 1,4 GHz Intel® Celeron® M 360
RAM: 1GB
As especificações detalhadas encontram-se aqui: http://h10025.www1.hp.com/ewfrf/wc/document?docname=c00659183&lc=pt&cc=br&dlc=pt&product=1124223&lang=pt#N786 (a única diferença é que eu coloquei mais RAM).

A instalação do Arch Linux foi tranquila, fiz o que descrevo no meu post anterior <http://mdicas.blogspot.com.br/2014/06/instalacao-basica-do-arch-linux.html>. Tive que fazer pela conexão cabeada, pois o wifi não funcionou de cara. Não utilizei proxy.

Lembrando que este post não é muito detalhado. É tudo resumido e sem muitas explicações. Mas como quase tudo que faço aqui é baseado no que aprendo no ArchWiki, vou sempre colocar um link para o wiki de onde tirei as informações. Se você precisa de mais detalhes, é só ir direto na fonte. ;-)

Primeira etapa - operando remotamente via SSH

Fonte de informação: https://wiki.archlinux.org/index.php/Install_from_SSH

IMPORTANTE! Isso só é possível com o roteador já devidamente configurado e funcionando corretamente.

Para eu utilizar a conexão cabeada o computador ficou num lugar muito ruim de operar. Portanto optei por operá-lo remotamente de um outro computador. E para tornar isso possível devemos fazer o seguinte:

- Certificar-se de que temos instalado os pacotes dhcpcd e openssh:

# pacman -S dhcpcd openssh

- Conectar o cabo de rede no computador.

- Obter um endereço do roteador e ativar o daemon do OpenSSH.

# dhcpcd
# systemctl start sshd

- Anotar o endereço IP para acessá-lo de outra máquina. Usar o ifconfig já resolve. ;-)

Agora já estamos prontos para acessar este computador de outra máquina.


Segunda etapa - configurando o dispositivo wifi

Fontes de informação:
https://wiki.archlinux.org/index.php/B43
http://wireless.kernel.org/en/users/Drivers/b43
https://wiki.archlinux.org/index.php/Wireless_network_configuration

IMPORTANTE! Se sua placa de rede wifi já funcionou de primeira isso aqui não será necessário.

- Descobrir qual é a placa de rede que tenho:

# lspci -vnn -d 14e4:

Isso me forneceu a informação de que a minha placa é uma "Broadcom Corporation BCM4318 [AirForce One 54g] 802.11g Wireless LAN Controller [14e4:4318]".

- Instalar os seguintes pacotes:

# pacman -S b43-fwcutter rfkill

- baixar o driver, descompactar e instalar

# wget http://www.lwfinger.com/b43-firmware/broadcom-wl-5.100.138.tar.bz2
# tar xjf broadcom-wl-5.100.138.tar.bz2
# b43-fwcutter -w /lib/firmware broadcom-wl-5.100.138/linux/wl_apsta.o

Se o led que indica que a placa de rede está ativada não acender, talvez seja a hora de usar o rfkill. Para mostrar o status atual:

# rfkill list

Se a placa estiver "Hard blocked: yes", basta apertar o botão do wifi no seu computador para desbloqueá-la. Execute novamente o comando acima para verificar se desta vez vai estar "Hard blocked: no". Se sim, basta executar:

# rfkill unblock wifi

Se tudo der certo basta executar o wifi-menu e escolher sua rede.

OBS.: para usar wifi-menu é necessário instalar os pacotes wireless_tools, wpa_supplicant, netctl e dialog. Se esses pacotes não foram adicionados durante a instalação do sistema, essa é a hora (executar o comando mesmo com os pacotes já instalados não causa dano algum).

# pacman -S wireless_tools wpa_supplicant netctl dialog.

Pronto! Agora já tenho rede sem fio funcionando e posso usar o computador num lugar mais confortável. No próximo post continuamos... ;-)

P.S.: Ei sei que existe o ArchBang!, que é uma tentativa de deixar o Arch com cara de crunchbang! já na instalação. Cheguei a testá-lo e não gostei muito. Como eu ia ter que configurar muita coisa para deixar do meu gosto, acabei decidindo começar do zero.

domingo, 29 de junho de 2014

Instalacao basica do Arch Linux

Estou me aventurando pelo Arch Linux (e estou empolgado!). Aqui colocarei o meu jeito de instalar o Arch. A maneira que descrevo na verdade é como se fosse um checklist para me servir como um lembrete para futuras instalações. Isso não é uma explicação para novos usuários. Se você está lendo isso e não está familiarizado com termos como /dev/sda, dd, cfdisk, mount, /mnt, e afins, talvez seja o caso de tentar uma distribuição Linux mais amigável (eu recomendo a Linux Mint <http://www.linuxmint.com/>). Mas se mesmo assim você quiser se aventurar pelo Arch Linux, eu indico a leitura do Installation Guide. Eu aprendi muita coisa lá. ;-)

Se você está pensando "Tá bom, mais uma das milhares de distribuições Linux que aparecem por aí... Por que eu deveria tentar essa tal de Arch Linux?", está pensando certíssimo! Eu pensei a mesma coisa. Mas aí fui me informando sobre o Arch e consequentemente fui me lembrando daquele meu velho sonho utópico de linuxeiro adolescente: montar um sistema "from scratch", enxutinho, só com os programas que eu vou realmente utilizar. Montar o seu sistema Arch Linux, é como se fosse montar um Linux "from scratch", só que bem mais fácil! ;-)

Com o Arch você terá um sistema enxutinho, só com os programas que VOCÊ escolheu instalar. E muitas outras vantagens (comunidade ativa, sistema rolling release, etc.). Se quer saber quais são elas olhe aqui: https://wiki.archlinux.org/index.php/Arch_Linux_%28Portugu%C3%AAs%29

Ao final das etapas descritas neste post teremos um sistema Arch Linux superbasicão, cru, sem adereço algum (tá bom, na verdade teremos dois adereços: grub como bootloader, e capacidade de se conectar em uma rede). Vamos à instalação.

Primeira etapa - baixando o disco de instalação e preparando uma mídia bootável

Baixar o iso: http://www.archlinux.org/download

Criar um pendrive de boot (OBS.: é interessante que o pendrive não esteja montado em diretório algum):

# dd bs=4M if=/caminho/ate/archlinux.iso of=/dev/sdx
# sync

Segunda etapa - instalando um sistema basicão

- Dar boot pelo pendrive usb preparado na primeira etapa.


- Assim que der de cara com o prompt, configurar teclado:

# loadkeys br-abnt2


- Configurar sua conexão. Caso tenha wifi disponível, isso aqui resolve:

# wifi-menu

Caso esteja atrás de um proxy, comigo funcionou assim:

# export http_proxy="http://user:password@proxyserver:proxyport/"
# export ftp_proxy=$http_proxy
# export https_proxy=$http_proxy
# export rsync_proxy=$http_proxy
# export no_proxy="127.0.0.1,localhost"

Ainda no proxy... editar o arquivo /etc/pacman.conf e descomentar a linha que contém isso aqui:

# XferCommand = /usr/bin/wget --passive-ftp -c -O %o %u

Fiz isso no pacman.conf pois por algum motivo o pacman não foi capaz de me atenticar no proxy. O wget vai de boa. [E essa pra mim foi uma das primeiras demonstrações do poder do Arch Linux: deixar você ciente do que está acontecendo e te dar oportunidade de resolver o problema. Outras distribuições falariam algo do tipo "Conexão falhou. Verifique sua conexão e tente novamente mais tarde."]


- Editar o arquivo /etc/pacman.d/mirrorlist para utilizarmos os mirrors geograficamente mais próximos.

Tem também a dica de rankear os mirrors

# cp /etc/pacman.d/mirrorlist /etc/pacman.d/mirrorlist.backup
# rankmirrors -n 6 /etc/pacman.d/mirrorlist.backup > /etc/pacman.d/mirrorlist


- Particionar disco(s) ao gosto do freguês. Usar cfdisk para isso é uma boa pedida. OBS.: não criei partição swap, mais pra frente criarei um arquivo swap para este propósito.


- Formatar as partições. Como não sou profundo conhecedor das vantagens/desvantagens de todos os sistemas de arquivos disponíveis, fui no basicão: ext4.

# mkfs.ext4 /dev/sdxX


- Montar a partição que será raiz em /mnt.

# mount /dev/sdxX /mnt


- Instalar o sistema na nova partição. Para instalar um sistema o mais basicão possível e mais o grub como bootloader, basta isso:

# pacstrap /mnt base grub

Mas como no novo sistema você certamente vai precisar de uma conexão para instalar novos pacotes, é importante instalar agora as ferramentas que permitirão realizar esta conexão. No caso de estar usando uma conexão wifi, eu usaria isso:

# pacstrap /mnt base grub netctl dialog wireless_tools wpa_supplicant


Neste passo veremos outra ótima característica do Arch, resolução de dependências. Ao instalar estes pacotes, serão instalados automaticamente todos os pacotes dos quais os primeiros são dependentes.

No caso de estar atras de um proxy, eu tive que usar isso:

# pacstrap /mnt base grub wget net-tools dhcpcd


- Criar o /etc/fstab no novo sistema:

# genfstab -p /mnt >> /mnt/etc/fstab

(Calma que o swap vem depois!)


- Vamos usar o chroot para fazer de conta que estamos no sistema novo:

# arch-chroot /mnt


- Depois de um chroot o diretório raiz já é o do novo sistema.


- Executar o mkinitcpio. Vou ser bastante sincero, não estudei muito o que o mkinitcpio faz. Apenas executei na configuração padrão mesmo.

# mkinitcpio -p linux


- Configurar o grub:

# grub-install --target=i386-pc --recheck --debug /dev/sdx
# grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg


- Criar um arquivo de swap:

# fallocate -l 512M /swapfile
# chmod 600 /swapfile
# mkswap /swapfile
# swapon /swapfile

Avisar ao /etc/fstab que temos swap! Incluir esta linha no arquivo:

/swapfile none swap defaults 0 0

Terceira etapa - pequenas configurações na munheca

- Escrever o nome do host em /etc/hostname


- Configurar a zona geográfica:

# ln -s /usr/share/zoneinfo/Brazil/East /etc/localtime


- Retirar o comentário dos locales desejados no arquivo "/etc/locale.gen". Eu escolhi en_US.UTF-8 e pt_BR.UTF-8. Em seguida executar:

# locale-gen


- Configurar "/etc/locale.conf". O meu ficou assim:

LANG=pt_BR.UTF-8
LC_MESSAGES=en_US.UTF-8


- Configurar "/etc/vconsole.conf". O meu ficou assim:

KEYMAP=br-abnt2


- Estes dois passos só precisam ser feito no caso do proxy:

  - Editar o /etc/pacman.conf para usar o wget, se necessário (caso do proxy), pois aquela edição que fizemos anteriormente era no sistema "instalador", agora estamos no sistema recentemente instalado, lembra? ;-)

  - Ainda no caso do proxy, é interessante habilitarmos logo o dhcpcd (no comando abaixo, substitua eth0 pelo nome da sua interface de rede, se for o caso):

# systemctl enable dhcpcd@eth0.service


- Configurar uma senha para o root.


- Sair do ambiente chroot.

# exit

Agora a raiz já é novamente o sistema instalador do LiveCD. Desmontaremos o /mnt e rebootamos:

# umount -R /mnt
# reboot


Pronto! Agora o Arch Linux já está instalado! Porém o sistema está cruzão. A customização é assunto para um próximo post.

P.S.: outros pacotes que eu gosto muito: vim, openbsd-netcat, nmap, lynx...

sábado, 7 de junho de 2014

wayback machine recuperou minha antiga pagina

Uma página minha antigona que era hospedada no HPG (ou iG, ou essas coisas que surgem e somem da web) foi desativada e eu perdi os arquivos que tinha lá. Eu também não atualizava mais a página... Depois que virei papai a nerdeza ficou terceiro ou quarto plano.

O caso é que recentemente descobri uma tal de Wayback Machine. Uma máquina do tempo da web! :D Fui tentar jogar o endereço da minha antiga página e fiquei pasmo! Tinha um backup lá:

http://web.archive.org/web/20081205160818/http://www.meleuzord.hpg.ig.com.br/


É cada coisa linda que esse povo inventa na internet... :)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SimpleRip

Estava pesquisando quais ferramentas são úteis para ripar DVDs no Linux (especificamente o crunchbang! / Debian). Acabei gostando do AcidRIP, mas esse post não é pra falar dele (depois que eu fizer mais testes eu falo alguma coisa sobre ele).

No meio das googladas acabei esbarrando aqui: http://quadpoint.org/projects/simplerip/

Trata-se de uma página com um formulário JavaScript onde você preenche algumas informações e aparece "automagicamente" os comandos que devem ser utilizados para ripar o conteúdo do DVD pelo mencoder.

Achei bem bolado e útil!

crunchbang!: minha nova distribuição linux favorita

Acho que encontrei minha mais nova distribuição Linux favorita: crunchbang! [www.crunchbang.org]. Na verdade trata-se de um debian com uma configuração minimalista, muito boa para computadores modestos. Nos meus testes iniciais estou gostando muito.

Esse post é só um registro rápido do que fiz para instalar e no pós-instalação. Sem entrar em detalhes, se você é completamente newbie existem ótimos guias por aí de como instalar crunchbang! e/ou debian. ;-)

A versão utilizada foi crunchbang-10-20120207-i386.iso

1º passo: preparando o pendrive para o boot

Ao contrário da maioria das outras distribuições, não dá pra criar um pendrive bootável do crunchbang! usando o unetbootin. Numa rápida googlada eu vi em [http://crunchbanglinux.org/wiki/statler_usb_installation] que o processo é ainda mais simples. Com o seu pendrive não-montado em diretório algum, basta executar o seguinte comando:

sudo dd if=/path/to/iso/crunchbang-10-XXXX.iso of=/dev/sdX bs=4M; sync

Pronto! O pendrive está pronto para o boot!

2º passo: instalando

Instalar...

3º passo: o pós-instalação

Após a instalação o crunchbang! executa um script para instalar alguns pacotes extras que não vêem junto com a instalação padrão. Como sou curioso, fui dar uma olhada no script (que se encontra em /usr/bin/cb-welcome) e executei os comandos "na mão". Mas antes, dei uma olhada no sources.list e retirei o comentário da linha

deb http://packages.crunchbang.org/statler-mozilla squeeze-backports iceweasel-release

Isso é um mirror do Debian Multimedia [deb-multimedia.org]. Muito útil!

Em seguida executei os seguintes comandos "inspirado" nos scripts chamados pelo cb-welcome:

apt-get update
apt-get dist-upgrade
apt-get install cups cups-pdf system-config-printer hpijs
debconf-set-selections /usr/share/crunchbang/debconf/sunjava.preseed
apt-get install sun-java6-jre sun-java6-plugin
apt-get -t squeeze-backports install libreoffice libreoffice-gtk


Além destes, eu também instalei o rednotebook, que eu gosto de usar como diário de bordo para anotar as alterações que vou fazendo no sistema.

Agora vou futucar alguns aplicativos para ripar meus DVDs dos Simpsons, mas isso é assunto para outro post!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

lubuntu no ASUS Eeepc 701


Eu fui uma das cobaias na criação do tal do netbook! :P
 
Assim que lançou o tal do ASUS Eeepc 701 eu fiquei com água na boca e comprei um. Foi legal, fucei bastante na época e talz, mas depois vieram outras opções melhores...

Mas uma grande verdade é que ele só foi usado como laboratório, sempre usava o eeepc para experimentações, nunca fiquei contente com os sistemas que colocava nele.

Até que mês passado eu descobri que existe o tal do lubuntu. Instalei no modesto eeepc e fiquei satisfeito com o resultado! Achei lindão, muito leve (tanto que roda num eeepc 701). Super-recomendo! ;-)

Se você, assim como eu, possui um ASUS eeepc 701 encostado em casa e não o usa mais, chegou a hora de ressuscitá-lo. Se você já tem outras opções bem melhores e nunca vai querer usá-lo, uma dica: instale o lubuntu e doe o eeepc para alguma criança! Eu fiz isso com meu filho. :-)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

meus PortableApps favoritos

Bem... Antes de colocar aqui mais uma dica, vou dar uma rápida satisfação. Como se pode notar na descrição deste blog, houve uma "pequena" mudança de prioridades na minha vida. De alguns anos pra cá eu já não tenho mais planos de ser um super-hacker e dominar o mundo. Comecei a dar mais valor a família, esposa, filho (ou filhos, pois atualmente estou "grávido", e estou super-empolgado)... Este blog continuará sendo utilizado para dicas nerds, mas a partir de agora não serão aquelas nerdezas da pesada (sejamos sinceros, essas tipo de informação não aparece aqui desde 2009).

Pretendo começar a abordar também  Android, aplicativos úteis para Android, softwares para incrementar produtividade, e por aí vai.

Agora vamos ao post de hoje. Ele é voltado para o mundo Windows.

PortableApps.com

Já há algum tempo eu tenho utilizado e achando muito útil os softwares do PortableApps.com [http://portableapps.com/]. Aqui vou relacionar os softwares que eu mais uso. Esta lista foi feita depois de muito tempo de testes, experimentando os vários softwares existentes no site.

O que é um PortableApp?

Rápido e rasteiro: é um aplicativo Windows preparado para executar a partir de um pendrive em qualquer máquina Windows em que for possível espetar este pendrive.

No site existem vários aplicativozinhos que executam tarefas simples, mas também tem OpenOffice, Firefox, Thunderbird, etc...

Tá, entendi. Mas cadê a graça disso?

Se você trabalha cada hora em um computador diferente mas não pode instalar todos os aplicativos que você precisa, utilizar o PortableApps é uma boa solução! Para mim está sendo! Aonde trabalho cada hora uso um computador diferente e não posso sair instalando todos meus softwares favoritos em todos eles. Para isso o PortableApps está sendo muitíssimo útil para mim.

Certo, e quais softwares você usa?

Agora vou elencar os softwares úteis para mim e dar uma rápida descrição do que cada um faz. No site é possível ver a extensa lista de softwares disponíveis e suas descrições.

PortableApps.com - a plataforma que facilita a utilização dos aplicativos "Portable".

7-Zip - descompacta tudo que é compactado. Nem todas as máquinas que uso tem bons desempacotadores, então o 7-Zip Portable é a solução.

AquaSnap - uma maneira rápida para organizar as janelas, muito útil para rapidamente colocar as janelas lado a lado. Se não me engano o Windows 7 já faz isso "de fábrica".

ControlPad - cria atalhos para você invocar comandos/ações usando o teclado. Bem melhor do que usar o mouse!

Converber - conversor de unidades. Muito útil para quem trabalha na indústria primária, o que é o meu caso. Algumas vezes preciso ficar convertendo de kPa para kgf/cm2 ou para psi, ou então para mbar...

CookTimer - um timer, só isso. Eu costumo usar para beber um copo d'água de hora em hora quando estou na frente do computador.

FreeDownloadManager - gerenciador de downloads. Escolhi este dentre outros pois este foi o único que se deu bem com o proxy do meu trabalho.

GoogleChrome - vou dizer logo: eu não sou muito fã do Chrome. Sempre me dei bem com o Firefox. Não quero dizer o motivo, mas tive que optar pelo Chrome. Acredite: não tem nada a ver com problemas no Firefox! Em casa eu continuo usando Firefox.

gVim - em 1999 eu comprei meu primeiro computador e de cara instalei o Slackware (e me achava o Mr. Fodão só por causa disso), desde essa época eu uso o vim. Digamos que sou um iniciado no vim. Para programar eu acho uma necessidade! (aproveite e olhe este post sobre como fazer o editor do netbeans se comportar como o vim).

RedNotebook - um programa para ser usado como um diário. Gostei muito do seu sistema de busca que uso o RedNotebook para anotar qualquer coisa que eu esteja precisando anotar. Aí depois é só buscar a palavra e pronto! Pra mim está sendo bastante útil.

TypeFaster - um programinha muito simples para treinamento de datilografia. Dá pra criar seus próprios exercícios. Daí eu peguei uma boa apostila com bons exercícios de datilografia e criei para uso no TypeFaster. E aí nos momentos de tédio em que sou obrigado a ficar na frente do computador eu fico treinando datilografia.

VirtuaWin - cria várias áreas de trabalho. Para quem é do mundo Linux, isso já é bem comum, mas no Windows isso não existe. Pois com VirtuaWin isso é possível!

WinDirStat - analisador de utilização do disco. De vez em quando você quer fazer uma limpeza no seu HD/pendrive/diretório mas fica perdendo maior tempo escolhendo quais arquivos deletar e depois de muita análise vê que os arquivos que você deletou não fizeram diferença alguma! O WinDirStat analisa toda uma estrutura de diretórios e mostra onde estão os maiores arquivos. Eu achei muito útil!


Bônus

Agora um aplicativo que não se encontra no site PortableApps.com mas mesmo assim funciona se você colocá-lo no pendrive:

GreatNews - levíssimo leitor de Feeds. Também se deu bem com o proxy do meu trabalho. Olhe em http://www.curiostudio.com/.

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